All too well

Já havia se passado dois meses. Foi na semana do Natal, minha data preferida. Naquele dia, seus presentes estavam embrulhados sob o pinheiro decorado na sala de casa. Aguardando por aquele jantar que você tinha programado, mas não aconteceu.

No lugar dos planos, o que aconteceu foi uma mensagem dizendo que seria melhor terminar tudo.

Na última sexta-feira, coloquei minha melhor blusa. Me maquiei. Me olhei no espelho e sorri por realmente gostar do que via. Eu e minhas amigas fomos àquele que, pra mim, vai ser sempre o pub em que nos conhecemos.

Entre uma música e outra, fui ao bar pegar um drink. Um pouco afastada da multidão, apreciei a bebida, o movimento, pessoas indo e vindo, um ou outro cara que vinha falar comigo. Foi quando olhei para a direita que meus olhos encontraram os seus.

Depois do nosso último encontro – a troca de presentes de Natal atrasada, o estranho cumprimento com dois beijos nas bochechas, seu rosto fechado em uma expressão impenetrável, sério e tenso como eu nunca havia visto -, nunca mais nos falamos. Eu estava muito magoada e você sempre foi orgulhoso demais.

Mas de volta ao barulho da música naquele pub, durante os poucos instantes em que nossos olhares se cruzaram, eu sorri, você sorriu. Não foi awkward estranho, apesar de ter sentido meu coração acelerar um pouco. Já não doía mais. Tudo estava bem.

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